Quando alguém se candidata a uma ação meritória, nunca deve esperar dos outros os exemplos de virtudes nem as lições de elevação continuada, mas examinar as próprias disposições para verificar o que tem, o de que pode dispor em nome de Jesus para oferecer.
Mediante este comportamento, não verá nos outros os deveres de serem sempre bons e otimistas, missionários da renúncia e da santificação, todavia irmãos talvez mais experientes e dedicados, com as mesmas possibilidades de erros e fraquezas, requerendo, em silêncio, apoio e tolerância.
A simples candidatura ao bem não torna bom o indivíduo, tanto quanto a incursão no compromisso da fé a ninguém, de imediato, faz renovado.
O burilamento das anfractuosidades morais, através do esforço continuado, é trabalho de largo tempo, merecendo respeito não somente os triunfadores, quanto aqueles que persistem e agem sem descanso, mesmo quando não colimam prontamente os resultados felizes.
Painéis da obsessão - Cap 23