10 - 0 que deverá fazer o médium quando perceber a presença de Espíritos doentes
em seu campo vibratório, antes da reunião mediúnica?
Dois aspectos importantes ressaltam dessa questão: a atitude a adotar e as ações efetivas que porá em prática para tornar a experiência enriquecedora.
A postura mais proveitosa, tanto para o médium quanto para o Espírito enfermo, é a paciência.
Absorver o fato com serenidade, sem qualquer tipo de agastamento, pois as atitudes de desagrado fazem com que a Entidade se sinta rechaçada, o que, certamente, acentuará as dificuldades que experiência.
Em sendo assim, o médium deverá adquirir resistências morais e emocionais a fim de superar os possíveis desconfortos que os Espíritos estejam provocando, o que conseguirá pela vivência da Caridade, propiciadora de reflexões como esta: "É um irmão necessitado que Deus colocou no meu caminho para ser ajudado, ajudando-me também a conquistar-me a mim mesmo, enquanto me reabilito com a vida, superando imperfeições e resgatando dívidas."
A concretização dessa ajuda se dará, em parte, através das trocas energéticas que o contato psíquico enseja, mas, em muito maior extensão, ela resultará das doações de amor do médium.
É o momento de orar pelo Espírito, mas orar com real interesse de ajudar. Depois, dialogar mentalmente com ele, tentando compreendê-lo, passar-lhe compaixão e amizade, além de oferecer-lhe ideias libertadoras. Esse diálogo, que na hora da reunião mediúnica não deverá o médium permitir-se, por ser da responsabilidade do terapeuta doutrinador, é de fundamental importância nesses momentos que a antecedem. Para muitos Espíritos, será como uma luz que se acende em noite escura; para outros é a resposta que esperavam no isolamento total em que mergulharam. Perceber as emoções, os pensamentos e até mesmo o som de uma voz amiga, que há muito não ouviam, despertar-lhes experiências sensoriais a que se desacostumaram. Se são Espíritos agressivos e maus, ainda que não tenham vindo conscientemente buscar apoio, mas prejudicar, é apoio o de que mais carecem sem se darem conta. O dever do médium é conquistá-los para o bem, pelo menos tentar essa nobre façanha.
Caso o contato mental com o Espírito esteja levando o a um estado de desgaste excessivo com neurastenia acentuada, o médium o interromperá, depois da ajuda oferecida, intercalando-a com outros interesses enobrecedores, a começar pelo retorno ao clima de prece que o apaziguará, daí direcionando se para a meditação harmonizadora.
Outras providências estarão ao seu alcance tais como: a boa música, o trabalho, a conversação edificante, os entretenimentos saudáveis até que lhe chegue a oportunidade de exercer plenamente o seu ato mediúnico, na reunião hebdomadária.
Fonte: Livro Consciência e Mediunidade de Manoel Philomeno de Miranda pelo medium Divaldo Pereira Franco.