sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Mediunidade gloriosa

 É a “mediunidade gloriosa” de que nos fala Léon Denis:

“Os médiuns do nosso tempo são muitas vezes tratados com ingratidão, desprezados, e perseguidos. Se, entretanto, num golpe de vista abrangermos a vasta perspectiva da História, veremos que a mediunidade, em suas várias denominações, é o que há de mais importante no mundo. (...)

“Magnífica é a sua tarefa (dos médiuns), ainda freqüentes vezes dolorosa. Quantos esforços, quantos anos expectativa, de provanças e de súplicas, até chegarem receber e transmitir a inspiração do Alto. São muitas vez recompensados unicamente com a injustiça. Mas, operários do plano divino, rasgaram o sulco e nele depositaram a semente donde se há de erguer a seara do futuro.

“Caros médiuns, não desanimeis; furtai-vos a todo desfalecimento. Elevai as vistas acima deste mundo efêmero, atraí os auxílios divinos. Suplantai o “eu”; libertai-vos dessa afeição demasiado viva que sentimos por nós mesmos. Viver para outros — eis tudo! Tende o espírito de sacrifício.

Preferi conservar-vos pobres, a vos enriquecerdes com os produtos da fraude e da traição.

Permanecei obscuros, de preferência a traficardes com os vossos poderes. Sabei sofrer, por amor ao bem de todos e para vosso progresso pessoal. A pobreza, a obscuridade e o sofrimento possuem seu encanto, sua beleza e magnitude: é por esse meio que, lentamente, através das gerações silenciosas, se acumulam tesouros de paciência, de energia, de virtude, e que a alma se desprende das vaidades materiais, se depura e santifica, e adquire intrepidez para galgar os escabrosos cimos.

“No domínio do Espírito, como no mundo físico, nada se perde, tudo se transforma. Toda dor, todo sacrifício é um desabrochar do ser. O sofrimento é o misterioso operário que trabalha nas profundezas de nossa alma, e trabalha por nossa elevação. Aplicando o ouvido quase escutareis o ruído de sua obra. Lembrai-vos de uma coisa: é no terreno da dor que se constrói o edifício de nossos poderes, de nossa virtude, de nossas vindouras alegrias.” (“No Invisível”, caps. XXV e XXVI, 3ª parte.)

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